Ekhbary
Saturday, 28 March 2026
Breaking

A Sombra de Epstein Paira sobre Downing Street: Starmer Sob Fogo Pela Nomeação Controversa de Mandelson

Novos documentos de Jeffrey Epstein desencadearam uma crise

A Sombra de Epstein Paira sobre Downing Street: Starmer Sob Fogo Pela Nomeação Controversa de Mandelson
Matrix Bot
1 month ago
35

Reino Unido - Agência de Notícias Ekhbary

A Sombra de Epstein Paira sobre Downing Street: Starmer Sob Fogo Pela Nomeação Controversa de Mandelson

A publicação de novos documentos relacionados ao falecido financista Jeffrey Epstein desencadeou uma tempestade política em todo o Reino Unido, estendendo-se para além dos habituais círculos reais e seus escândalos. No centro dessa nova controvérsia está o Primeiro-Ministro Keir Starmer, que está lidando com uma crescente crise interna dentro do Partido Trabalhista depois que foi revelado que ele nomeou Peter Mandelson, uma figura icônica do 'Novo Trabalhismo', como embaixador em Washington, apesar de avisos prévios sobre suas conexões com Epstein. Este desenvolvimento gerou profunda indignação entre os deputados trabalhistas, que criticam o que percebem como o julgamento falho de Starmer e a maneira como sua equipe lidou com a situação.

A saga começou a se intensificar na semana passada com a disseminação de novos arquivos pelo Departamento de Justiça dos EUA, detalhando as complexidades da rede de Epstein. Entre os nomes que ressurgiram com força, o de Peter Mandelson, conhecido nos círculos políticos britânicos como 'o Príncipe das Trevas' por sua astúcia e capacidade de manobrar nas sombras, capturou a atenção pública. Mandelson, uma figura chave ao lado de Tony Blair na era do 'Novo Trabalhismo', viu-se envolvido em acusações que sugeriam uma intensa cumplicidade com Epstein, o que agora colocou em risco a reputação de Downing Street.

Foi Keir Starmer, em um movimento agora amplamente visto como audacioso e, para muitos, imprudente, quem insistiu em nomear Mandelson como embaixador em Washington há aproximadamente um ano. A decisão foi tomada contra o conselho de alguns de seus próprios assessores, que haviam expressado preocupações sobre o relacionamento 'contaminado' de Mandelson com Epstein. A justificativa oficial para sua nomeação baseava-se na vasta experiência diplomática de Mandelson e em seus excelentes contatos na capital dos EUA, considerando-o o agente ideal para navegar pelas complexidades da administração de Donald Trump. No entanto, apenas oito meses depois, Mandelson foi forçado a renunciar quando os documentos iniciais de Epstein vieram à tona, revelando a profundidade de sua conexão com o financista.

Nesta quarta-feira, Starmer compareceu ao Parlamento para a sessão semanal de Perguntas ao Primeiro-Ministro, uma arena de alta pressão onde ele tentou conter a enxurrada de críticas. Em uma tentativa de se distanciar da controvérsia, Starmer adotou uma postura firme e condenatória em relação a Mandelson, acusando-o publicamente de 'trair seu país'. O Primeiro-Ministro expressou profundo arrependimento por sua decisão, declarando: "Ele mentiu repetidamente à minha equipe quando questionado sobre seu relacionamento com Epstein, tanto antes quanto depois de sua nomeação como embaixador. Lamento tê-lo nomeado. Se eu soubesse então o que sei agora, eu não o teria permitido perto do meu governo."

No entanto, a admissão de Starmer de que foi avisado durante o processo de seleção sobre o relacionamento 'questionável' de Mandelson com Epstein em anos anteriores adicionou mais lenha à fogueira. Esta revelação corroeu ainda mais a confiança dentro de seu próprio partido, desencadeando uma rebelião interna que ameaça desestabilizar sua liderança. A indignação manifestou-se particularmente em torno da gestão inicial do governo sobre a divulgação de documentos. A proposta original de Downing Street reservava o direito de não divulgar informações que pudessem afetar a 'segurança nacional ou as relações internacionais', uma cláusula que muitos interpretaram como uma tentativa de ocultar detalhes potencialmente embaraçosos ou comprometedores relacionados a figuras como Donald Trump.

A dissidência interna encontrou uma voz poderosa em Angela Rayner, a ex-vice-primeira-ministra e atual rival política de Starmer, que liderou a revolta. Rayner exigiu no Parlamento que o Comitê de Inteligência e Segurança do Parlamento, um órgão independente, assumisse a responsabilidade de decidir quais documentos seriam tornados públicos. Este movimento não apenas refletiu a desconfiança de muitos deputados de esquerda em relação a Starmer e seu assessor Morgan McSweeny, a quem culpam por uma suposta guinada à direita nas políticas governamentais e por ter impulsionado a nomeação de Mandelson, mas também forçou a equipe do Primeiro-Ministro a ceder. No final da tarde, o Parlamento deu luz verde a um mecanismo que concedia ao comitê autoridade para filtrar os documentos, um claro revés para a autoridade de Starmer.

Paralelamente à crise política, a Polícia Metropolitana de Londres abriu uma investigação formal sobre Peter Mandelson. As autoridades solicitaram que as provas não sejam publicadas se puderem interferir com suas investigações. Os documentos de Epstein revelaram que Mandelson supostamente vazou informações financeiras confidenciais para o bilionário americano em 2009, em um momento em que o político ainda fazia parte do governo de Gordon Brown e em meio a uma crise financeira global que já havia provocado a raiva pública. Essa camada adicional de acusações não apenas complica a posição de Mandelson, mas também adiciona uma dimensão mais profunda e preocupante à crise que Starmer enfrenta, que é forçado a navegar por uma complexa teia de ética, política e justiça em um momento crucial para o futuro do Partido Trabalhista e do próprio Reino Unido.

Palavras-chave: # Keir Starmer # Peter Mandelson # Jeffrey Epstein # Partido Trabalhista # política do Reino Unido # Downing Street # rebelião parlamentar # Angela Rayner # Polícia Metropolitana # escândalo diplomático