Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary
Acima dos 40? Seu manguito rotador provavelmente mostra sinais de desgaste, mas isso é normal
Para indivíduos com mais de 40 anos, os resultados de exames de ressonância magnética (RM) que mostram sinais de desgaste ou laceração nos tendões do manguito rotador podem ser preocupantes. No entanto, um novo e importante estudo sugere que essas descobertas são, em grande parte, consequências normais do envelhecimento e não indicam intrinsecamente um problema ou a necessidade de reparo cirúrgico.
A pesquisa, publicada na conceituada revista JAMA Internal Medicine, examinou centenas de pessoas e descobriu que a grande maioria dos participantes com mais de 40 anos apresentava anormalidades nos tendões do manguito rotador quando observados por RM. Fundamentalmente, essas alterações estruturais estavam presentes tanto em indivíduos que sofriam de dor no ombro quanto naqueles que eram assintomáticos. Isso levou os pesquisadores a concluir que a mera presença de tais anormalidades tem um valor diagnóstico limitado para a dor.
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O Dr. Brian Feeley, cirurgião ortopédico da Universidade da Califórnia, em São Francisco, que não participou do estudo, comentou os achados. Ele destacou um ponto chave: "As RMs não são tão úteis para diagnosticar a dor no ombro." Em vez disso, ele argumenta que esses exames de imagem oferecem uma perspectiva mais ampla do processo natural de envelhecimento do sistema musculoesquelético. "Quando se trata da estrutura de nossos esqueletos e de todos os tendões e tecidos que os sustentam, nossos corpos parecem diferentes à medida que envelhecemos. E isso não é necessariamente algo ruim", explicou o Dr. Feeley.
O manguito rotador, um complexo grupo de músculos e tendões que circundam a articulação do ombro, desempenha um papel vital na mobilidade e estabilidade do braço. É um local comum de dor e lesões, levando muitas pessoas a buscar soluções cirúrgicas para lacerações. Dados de 2021 indicaram um aumento constante no número de cirurgias de reparo do manguito rotador nos Estados Unidos entre 2007 e 2016, com taxas aumentando mais de 1% ao ano. O Dr. Feeley observou em um comentário relacionado que essa tendência pode ser parcialmente devido à maior acessibilidade e uso de exames de RM, que podem identificar mudanças sutis que anteriormente poderiam não ter sido detectadas.
Embora estudos anteriores já tivessem sugerido que as anormalidades visíveis no ombro por RM nem sempre são acompanhadas por sintomas, este último estudo fornece evidências concretas. A equipe de pesquisa finlandesa escaneou os ombros de 602 adultos com idades entre 41 e 76 anos. Deste grupo, 110 participantes relataram dor no ombro ou outros problemas. No entanto, todos os participantes, exceto sete, apresentaram alguma forma de anormalidade do manguito rotador, incluindo lacerações parciais ou completas do tendão. "Isso significa que a mera presença de uma anormalidade tem um valor diagnóstico limitado", afirmou o coautor do estudo, Thomas Ibounig, cirurgião de ombro e cotovelo do Hospital Universitário de Helsinque.
O Dr. Feeley esclareceu que isso não torna as RMs de ombro completamente inúteis. Para os cirurgiões, a tecnologia continua sendo inestimável para o planejamento pré-operatório, por exemplo, para determinar a colocação ideal para a ancoragem dos tendões reparados ao osso. No entanto, para o diagnóstico inicial da dor no ombro, ele defende um retorno às práticas clínicas fundamentais: a coleta completa do histórico do paciente, a descrição detalhada dos sintomas e um exame físico completo. Ele qualificou essa abordagem como "medicina de velho estilo", enfatizando sua relevância e eficácia contínuas.
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Este estudo serve como um lembrete crucial para pacientes e profissionais de saúde interpretarem criticamente os achados de RM no contexto da saúde geral e dos sintomas do paciente. Compreender que as alterações relacionadas à idade são comuns e muitas vezes assintomáticas pode ajudar a reduzir a ansiedade desnecessária e prevenir a medicalização excessiva de processos normais de envelhecimento, guiando para estratégias de tratamento mais apropriadas e conservadoras quando necessário.