Glyn Razzell, condenado em novembro de 2003 pelo assassinato de sua esposa Linda, que desapareceu em 2002, terá liberdade condicional, conforme decisão recente do Conselho de Liberdade Condicional. A decisão gerou indignação na família de Linda, que argumenta que ela "rasga" a Lei de Helen. Esta lei impõe ao Conselho de Liberdade Condicional o dever legal de considerar o sofrimento causado por assassinos que se recusam a divulgar o local de sepultamento de suas vítimas. A família expressou profunda angústia, e o ex-noivo de Linda, Greg Worrall, descreveu a situação como "mais um nível de estresse" para a família.
O Conselho de Liberdade Condicional afirmou que suas decisões se concentram exclusivamente no risco que um prisioneiro pode representar ao público e na capacidade de gerenciar esse risco na comunidade. Embora tenha reconhecido a "crueldade contínua" da recusa de Razzell em revelar o paradeiro dos restos mortais de Linda, o conselho concluiu que ele não representava mais um risco ao público. A Lei de Helen, nomeada em homenagem a Helen McCourt, cuja assassino nunca revelou seu corpo, foi um fator considerado. No entanto, o conselho reiterou que a "negação não pode ser um impedimento para a libertação". O Ministério da Justiça está atualmente explorando maneiras de contestar a decisão, refletindo a seriedade do caso e o debate contínuo sobre justiça e o direito das famílias das vítimas.