Países Baixos — Agência de Notícias Ekhbary
O futebol holandês está imerso numa crise sem precedentes, desencadeada por problemas relacionados com a dupla nacionalidade e permissões de trabalho. Esta situação poderá reconfigurar toda a temporada e colocar em risco até 133 jogos. A crise intensificou-se após se saber que jogadores que aceitam voluntariamente uma segunda nacionalidade e jogam por outros países poderão perder automaticamente a sua nacionalidade holandesa.
Complexos obstáculos legais
Jogadores de ascendência indonésia, surinamesa e cabo-verdiana são os mais afetados. Se jogarem pelos países de origem dos seus antepassados, perdem a sua nacionalidade holandesa. Isto torna-os estrangeiros nos Países Baixos, necessitando de uma permissão de trabalho. Os requisitos rigorosos, como um salário mínimo de aproximadamente 608.000 euros anuais, são inatingíveis para muitos jogadores, especialmente em clubes pequenos e médios. Alguns jogadores já participaram em jogos sem as autorizações necessárias, o que levou a queixas e disputas legais.
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Consequências para clubes e jogadores
O caso de um jogador que perdeu a sua nacionalidade holandesa após jogar internacionalmente pela Indonésia e não poder continuar a jogar ilustra a gravidade da situação. Isto gerou insegurança entre jogadores e clubes, que agora procuram aconselhamento jurídico. Os clubes estão divididos; enquanto alguns, como o Ajax de Amesterdão, agem com cautela, outros enfrentam problemas significativos. A exigência de um clube para repetir um jogo poderá ter consequências de grande alcance e desestabilizar ainda mais a temporada.