Agência de Notícias Ekhbary | 2024-05-15
As Nações Unidas confirmam que os militares de Mianmar foram responsáveis por mais de 700 mortes de civis durante um período eleitoral de seis meses no ano passado, um processo amplamente considerado uma farsa. Um novo relatório do Escritório de Direitos Humanos da ONU, cobrindo de agosto a janeiro, verificou um mínimo de 702 pessoas mortas, incluindo 224 mulheres e 153 crianças. É um número verdadeiramente sombrio.
Escalada da Violência e Ajuda em Declínio
O relatório abrange os seis meses desde que os militares, que realizaram um golpe há cinco anos, anunciaram eleições, um processo amplamente ridicularizado devido à exclusão dos principais partidos de oposição. O documento alerta que um declínio na assistência internacional está agravando ainda mais o sofrimento de milhões de pessoas em um país que, ao que tudo indica, está envolvido em uma guerra civil desde o golpe de 2021. Grandes áreas do país permanecem sob o controle de grupos de oposição armados, e os ataques aéreos continuam sendo a maior causa de destruição e sofrimento.
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Vítimas em Sagaing e Abusos contra os Rohingya
A região de Sagaing provou ser a mais perigosa para os civis, com 191 mortes, incluindo 60 mulheres e 30 crianças, enquanto os militares pressionavam para ganhar terreno. Em outubro, 23 pessoas, incluindo quatro crianças, foram mortas e mais de 60 ficaram feridas quando munições atingiram civis reunidos em frente a uma escola em Chaung-U. O relatório também faz referência ao abuso do povo Rohingya, exposto a recrutamento forçado pelo Exército de Arakan, bem como a assassinatos, prisões arbitrárias e violência sexual. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, lamentou que o povo de Mianmar tenha sido aparentemente esquecido por aqueles de fora do país.