Espanha - Agência de Notícias Ekhbary
Prefeito de La Algaba tenta blindar seu cargo após denúncia de "assédio sexual" a menor
O município de La Algaba, na Espanha, está envolvido em um significativo escândalo político e legal após graves acusações de "assédio sexual" e "cyberstalking" terem sido feitas contra seu prefeito socialista, Diego Manuel Agüera. Agüera, que também atua como secretário local do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), estaria tentando proteger suas posições institucionais e partidárias dessas sérias alegações. A situação se intensificou com a defesa firme do prefeito pelo governo local, enquanto o Partido Popular (PP) da oposição exige veementemente transparência, prestação de contas e ameaça com ações legais e políticas adicionais.
As alegações vêm de uma denúncia apresentada através do canal de comunicação interno do PSOE, à qual o jornal EL MUNDO teve acesso. A denúncia detalha supostas insinuações sexuais e propostas de encontro feitas por Agüera a um menor, aluno da Escola Municipal de Tauromaquia. Segundo a denúncia, Agüera teria usado sua posição e os recursos da prefeitura para desacreditar as acusações, que seu partido começou a processar internamente um mês após recebê-las. Agüera não apenas negou publicamente a veracidade dos fatos a ele atribuídos – que incluem insinuações sexuais e propostas de encontro com o menor via redes sociais – mas também tentou se blindar por trás da instituição que preside, emitindo um comunicado onde o governo local defende sua inocência e descarta as acusações como "sem fundamento".
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O comunicado oficial da equipe governamental expressa "apoio firme e absoluto" ao prefeito, baseado em uma "plena convicção de sua inocência e de sua trajetória pessoal e pública". Espelhando a própria defesa do prefeito, a Prefeitura questionou a denúncia, ligando-a a uma suposta vingança pelo fechamento da escola local de tauromaquia. O comunicado sugere que tal fechamento poderia "gerar discrepâncias e mal-estar em certos setores", mas insiste que nada justifica que essas diferenças se transformem em "acusações infundadas cujo único efeito é o desgaste pessoal e político do prefeito". Esta estratégia de desviar a culpa e questionar os motivos foi recebida com ceticismo pelos críticos que apontam a gravidade das acusações.
Além disso, o governo municipal posicionou Agüera como vítima, enfatizando o "dano" que a denúncia de suposto assédio sexual está causando a ele e sua família, que estão "injustamente expostos a um escrutínio público baseado em uma denúncia anônima". O comunicado destaca a ausência de um procedimento judicial aberto, omitindo conspicuamente a investigação interna em andamento no PSOE. Essa omissão é particularmente notável, dado que o órgão interno do partido para lidar com denúncias de assédio considerou os fatos relatados de "especial gravidade", anunciando sua intenção de notificar o Ministério Público ou os tribunais caso o denunciante não o faça. Apesar dessa postura interna do partido, a equipe de Agüera ameaçou "entrar com ações legais" para "frear qualquer tentativa de difamação".
Em resposta a esses desenvolvimentos, o grupo municipal do Partido Popular solicitou uma reunião urgente da junta de porta-vozes da Prefeitura para acessar todas as "informações disponíveis" sobre o assunto. O PP classificou as acusações contra o prefeito como "extremamente graves" e criticou o uso de recursos institucionais para defendê-lo em um assunto "dessa magnitude". Os membros do Partido Popular também reservaram "todas as ações de caráter legal" e a demanda por responsabilidades políticas, sinalizando uma potencial escalada do conflito.
A denúncia acessada pelo EL MUNDO, recebida pelo PSOE em 13 de janeiro, refere-se explicitamente a "cyberstalking e assédio sexual" e inclui como provas capturas de tela de conversas entre o prefeito e o menor no Instagram. Nessas mensagens, o denunciante alega que Agüera "verbalizou um desejo sexual explícito" condicionado apenas pela idade do menor, da qual ele estava "plenamente consciente". Um exemplo citado é: "Ayyy se você tivesse 18!!!" Outra mensagem sugere que o prefeito teria perguntado ao jovem sobre seu papel sexual em relacionamentos homossexuais, perguntando se ele era "ativo ou passivo", embora essa pergunta tenha sido supostamente deletada por Agüera em uma "tentativa de ocultar provas". O denunciante insiste na existência de testemunhas e provas documentais dessa mensagem.
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O prefeito teria ido além das mensagens, propondo um encontro pessoal – "encontrar-se em um dia de festa" – uma expressão que o denunciante afirma "se encaixar no tipo penal de proposta de encontro com fins lúbricos". A denúncia enfatiza que Agüera agiu de uma "posição de superioridade" como prefeito e chefe da Escola de Tauromaquia, uma instituição dependente da Prefeitura. Isso, argumenta-se, criou no menor "uma situação de submissão e vulnerabilidade que vicia qualquer interação", utilizando o termo "child grooming" para descrever o comportamento do prefeito. Agüera ocupa o cargo de prefeito desde 2011 e é o líder local do Partido Socialista, adicionando camadas de poder institucional e político à suposta má conduta. Os eventos em curso sublinham a importância crucial de mecanismos robustos de responsabilização interna e processos legais transparentes em casos envolvendo funcionários públicos e indivíduos vulneráveis.