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Friday, 06 February 2026
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Programa 'Gauntlet' do Pentágono testa 25 fabricantes de drones de ataque, incluindo empresas ucranianas

Nova iniciativa visa implantar rapidamente centenas de milha

Programa 'Gauntlet' do Pentágono testa 25 fabricantes de drones de ataque, incluindo empresas ucranianas
Matrix Bot
4 hours ago
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

Programa 'Gauntlet' do Pentágono testa 25 fabricantes de drones de ataque, incluindo empresas ucranianas

Em um movimento estratégico significativo para reforçar seu domínio em sistemas aéreos não tripulados, o Pentágono iniciou o programa 'Gauntlet'. Esta avaliação abrangente testará 25 empresas especializadas na fabricação de drones de ataque. O ambicioso programa, que começará no final deste mês em Fort Benning, Geórgia, visa identificar e selecionar protótipos promissores que moldarão o futuro das capacidades de ataque não tripuladas do exército dos EUA. Notavelmente, a competição inclui a participação de duas empresas ucranianas, destacando a crescente influência da tecnologia ucraniana nos campos de batalha modernos e reafirmando o compromisso de Washington em apoiar seus aliados diante dos desafios de segurança em evolução.

A fase inicial do programa 'Gauntlet' envolve pessoal militar operando e testando ativamente os projetos de drones submetidos pelas empresas participantes. O objetivo principal é coletar dados precisos sobre desempenho, eficácia, durabilidade e facilidade de uso para informar futuras decisões de compra. Estimativas preliminares sugerem que o Pentágono alocará aproximadamente US$ 150 milhões para pedidos de entrega de protótipos daqueles projetos que se mostrarem bem-sucedidos durante este rigoroso período de teste. Este investimento substancial faz parte de uma visão mais ampla do Pentágono para implantar centenas de milhares de drones de ataque de sentido único e baixo custo até 2027, sinalizando uma mudança estratégica para uma maior dependência dessas tecnologias em operações militares.

O Pentágono revelou na terça-feira a lista das 25 empresas participantes. A lista apresenta uma gama diversificada de empresas, desde startups inovadoras como a Performance Drone Works LLC, um desdobramento da Drone Racing League, até fornecedores estabelecidos do setor de defesa, como a Kratos SRE Inc., uma subsidiária do maior conglomerado Kratos Defense. No entanto, o aspecto mais notável da lista é a inclusão de duas empresas ucranianas: Ukrainian Defense Drone Tech Corp e General Cherry Corp. Ambas as empresas possuem vasta experiência na construção e atualização de drones de ataque de sentido único com visão em primeira pessoa (FPV), uma tecnologia que se mostrou altamente eficaz no campo de batalha ucraniano.

A General Cherry Corp, estabelecida em Zaporizhzhia no início da guerra russo-ucraniana, concentrou seus esforços no desenvolvimento de pequenos sistemas aéreos não tripulados para apoiar as forças ucranianas. De acordo com a empresa, seus drones de ataque de sentido único FPV estão atualmente empregados em 40 brigadas diferentes, e a empresa incorpora regularmente o feedback dos soldados para refinar seus sistemas e adaptá-los às necessidades operacionais em constante mudança. No final do ano passado, a empresa revelou seu novo drone interceptador AIR Pro, projetado especificamente para atingir e neutralizar drones de reconhecimento e ataque russos. Este drone teria sido usado na linha de frente, demonstrando velocidades de cerca de 125 milhas por hora, tornando-o uma arma potente em combates aéreos próximos. A empresa expressou orgulho por sua participação no programa de defesa americano, considerando-o "um reconhecimento de nossa experiência de combate e um alto nível de confiança em soluções de engenharia ucranianas", conforme declarado em uma postagem no Facebook.

Em contraste, as informações publicamente disponíveis sobre a Ukrainian Defense Drone Tech Corp são notavelmente escassas. Embora a mídia ucraniana local a tenha identificado como um fabricante ucraniano, relatórios indicam que o nome é desconhecido, levantando algumas dúvidas sobre sua origem e capacidades reais. No entanto, sua inclusão na lista de seleção sugere que ela passou por uma fase inicial de verificação e que o Pentágono vê nela um potencial digno de avaliação.

Os testes reais estão programados para começar em Fort Benning, Geórgia, a partir de 18 de fevereiro e se estender até o início de março. Durante este período, operadores de drones militares realizarão uma avaliação completa dos sistemas de todas as empresas participantes. Após a conclusão dos testes, o Departamento de Defesa (DoD) selecionará drones adequados para prototipagem, fará pedidos de entrega no valor aproximado de US$ 150 milhões e receberá esses protótipos nos cinco meses seguintes. Este cronograma acelerado ressalta a urgência do Pentágono em agilizar a aquisição de tecnologias avançadas de drones.

Este programa faz parte do 'Drone Dominance Program' mais amplo do DoD, divulgado publicamente no início de dezembro. Esta iniciativa sinaliza um esforço coordenado para adquirir rapidamente grandes quantidades de drones de ataque de baixo custo. Esses sistemas, que remodelaram fundamentalmente a guerra na Ucrânia e estão se tornando cada vez mais vitais para os testes e operações dos EUA, foram destacados pelo Secretário de Defesa Pete Hegseth como críticos. Sua importância reside em fornecer uma alternativa muito mais econômica a munições caras e de ponta, permitindo assim aumentar o poder de fogo enquanto gerencia os orçamentos de defesa. O planejamento inicial indica que o departamento pretende investir US$ 1,1 bilhão neste programa ao longo de quatro fases, com o compromisso de comprar drones regularmente para fornecer um sinal de demanda consistente à indústria de defesa dos EUA. Essa abordagem visa estimular a inovação e incentivar as empresas a investir no desenvolvimento de tecnologias de drones, garantindo a superioridade tecnológica contínua dos Estados Unidos. O lançamento do programa segue anúncios anteriores do Presidente Donald Trump em junho de apoio à indústria de drones americana e ao armamento de tropas, e um memorando de julho do Secretário Hegseth enfatizando a importância dessas tecnologias. Hegseth descreveu os drones como a "maior inovação no campo de batalha em uma geração", observando seu papel na maioria das baixas na Ucrânia este ano. Ele acrescentou que "as unidades dos EUA não estão equipadas com os drones pequenos e letais que o campo de batalha moderno exige", enfatizando a estratégia do departamento de "comprar o que funciona, rapidamente, em escala e sem burocracia".

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