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Thursday, 12 February 2026
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Tubarões Antigos Navegaram nas Águas Interiores do Arkansas: Descobertas Fósseis Revelam Segredos Paleozoicos

Raras Impressões Esqueléticas Tridimensionais no Folhelho de

Tubarões Antigos Navegaram nas Águas Interiores do Arkansas: Descobertas Fósseis Revelam Segredos Paleozoicos
7dayes
12 hours ago
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

Tubarões Antigos Navegaram nas Águas Interiores do Arkansas: Descobertas Fósseis Revelam Segredos Paleozoicos

Numa revelação surpreendente para a paleontologia, o estado do Arkansas, localizado a centenas de milhas do Golfo do México, tornou-se um ponto focal para a pesquisa de tubarões antigos. Esses predadores pré-históricos não nadam em águas modernas; em vez disso, seus restos excepcionalmente preservados, datando de aproximadamente 350 milhões de anos atrás, foram desenterrados dentro de uma formação geológica conhecida como Folhelho de Fayetteville no canto noroeste do estado. Esta descoberta extraordinária, que ganhou o apelido de "Sharkansas", oferece uma janela rara para a anatomia dos tubarões do Paleozoico, uma façanha anteriormente considerada impossível devido à rápida decomposição de seus esqueletos cartilaginosos.

Tipicamente, os esqueletos cartilaginosos dos tubarões decompõem-se rapidamente após a morte, deixando frequentemente apenas os seus dentes duráveis como evidência fóssil. No entanto, os espécimes embutidos no Folhelho de Fayetteville são uma exceção profunda. Em vez de simplesmente exibir dentes fossilizados, esta geologia única preserva impressões esqueléticas tridimensionais extremamente raras. "Os fósseis fornecem um vislumbre da anatomia dos tubarões sem precedentes para este período de tempo em qualquer lugar do mundo", afirmou Allison Bronson, paleontóloga da Cal Poly Humboldt, num perfil universitário recente. Estas descobertas estão a revolucionar a nossa compreensão da evolução dos tubarões e dos antigos ecossistemas marinhos que habitavam.

Os paleontólogos há muito que se interrogam sobre as condições que poderiam levar a uma preservação tão notável. Um estudo publicado pela equipe de Humboldt na revista *Geobios* sugere que a chave reside nas condições ambientais específicas que prevaleceram no fundo do mar há centenas de milhões de anos. A Dra. Bronson e os seus colegas empregaram uma série de tecnologias avançadas para examinar meticulosamente tanto os esqueletos de tubarões preservados como a matriz rochosa circundante. Estas sofisticadas técnicas incluíram varreduras de CT de alta resolução, difração de raios X e procedimentos de varredura de fluorescência, permitindo um nível de detalhe sem precedentes na sua análise.

As suas investigações revelaram uma composição química raramente observada nos espécimes. A pesquisa indica que, no momento da sua morte, o habitat marinho onde estes tubarões viviam era caracterizado por níveis de oxigénio extremamente baixos, juntamente com alta acidez. Esta combinação específica de fatores ambientais retardou drasticamente o processo de decomposição bacteriana. Esta lentidão crucial da decomposição proporcionou o tempo necessário para que os esqueletos cartilaginosos dos tubarões fossilizassem, em vez de se desintegrarem. O ambiente de baixo oxigénio e alta acidez também explica a escassez de fósseis de peixes ósseos encontrados nas mesmas formações rochosas. Apesar da sua abundância na época, os seus esqueletos eram demasiado frágeis e suscetíveis à erosão para sobreviver ao processo de fossilização nessas condições.

O local "Sharkansas" ostenta alguns dos esqueletos de tubarões do Paleozoico mais completos descobertos globalmente. Entre as espécies notáveis identificadas estão *Ozarcus mapesae*, *Cosmoselachus mehlingi* e *Carcharopsis wortheni*. A preservação excepcional oferecida pelo Folhelho de Fayetteville permitirá aos paleontólogos rastrear com mais precisão as relações evolutivas entre estas espécies ao longo de milhões de anos. Além disso, a compreensão da composição química oceânica específica que facilitou tais fossilizações delicadas servirá como um guia vital para os pesquisadores que procuram identificar locais semelhantes ricos em fósseis em todo o mundo, potencialmente descobrindo mais descobertas de tubarões antigos.

Esta descoberta pioneira sublinha o facto de que o passado geológico da Terra ainda guarda segredos surpreendentes, e descobertas científicas significativas podem emergir dos lugares mais inesperados. O estudo de "Sharkansas" não só expande o nosso conhecimento sobre a história da vida na Terra, mas também oferece insights valiosos sobre as antigas condições ambientais que podem influenciar a preservação de fósseis. Esta pesquisa em andamento promete abrir novos capítulos na paleontologia e na paleo-oceanografia.

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