Ekhbary
Saturday, 11 July 2026
Breaking

Zelenski Acusa Putin de Ser 'Escravo da Guerra' em Munique e Reitera Urgência por Defesa Aérea

Líder ucraniano critica a fixação russa pelo conflito, alert

Zelenski Acusa Putin de Ser 'Escravo da Guerra' em Munique e Reitera Urgência por Defesa Aérea
عبد الفتاح يوسف
2026-02-16 01:41
1

Brasil - Agência de Notícias Ekhbary

Zelenski Acusa Putin de Ser 'Escravo da Guerra' em Munique e Reitera Urgência por Defesa Aérea

Em um palco diplomático global de destaque, o presidente ucraniano Volodimir Zelenski caracterizou seu homólogo russo, Vladimir Putin, como um 'escravo da guerra', afirmando que o líder russo é incapaz de viver uma vida normal devido à sua persistente obsessão pelo conflito. Esta declaração contundente veio no sábado, durante a Conferência de Segurança de Munique, um fórum global chave para defesa e diplomacia realizado na Alemanha, onde Zelenski aproveitou a oportunidade para enfatizar a necessidade crítica de apoio internacional contínuo à Ucrânia.

Zelenski, que estava presente no fórum desde sexta-feira, declarou inequivocamente: 'Ninguém na Ucrânia acredita que [Putin] vá deixar nosso povo em paz, e também não deixará outras nações europeias em paz, porque ele não consegue abrir mão da ideia de guerra. Ele pode se ver como um czar, mas na realidade é um escravo da guerra'. Esta linguagem metafórica não foi meramente retórica, mas visava a destacar o que Kiev percebe como a mentalidade arraigada de Putin, impulsionada pelo conflito, um obstáculo intransponível para qualquer resolução pacífica genuína.

Em seu discurso, o presidente ucraniano enfatizou veementemente a importância vital do fornecimento rápido de mísseis de defesa antiaérea para ajudar a Ucrânia a se proteger de ataques russos contínuos. Ele revelou a extensão dos danos generalizados infligidos à infraestrutura energética de sua nação, afirmando: 'A maioria dos ataques é direcionada contra nossas usinas elétricas e outras infraestruturas de grande importância. Não resta uma única usina na Ucrânia que não tenha sido danificada pelos ataques russos'. Esses bombardeios deixaram centenas de milhares de pessoas sem aquecimento em um momento em que o país registra temperaturas abaixo de zero, exacerbando uma grave crise humanitária.

As declarações de Zelenski coincidiram com o anúncio da Rússia de uma nova rodada de conversas nos dias 17 e 18 de fevereiro com representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos, em uma tentativa de encontrar uma solução para o conflito, que em breve completará seu quarto ano. De Munique, Zelenski expressou a prontidão de seu país para 'um acordo que traga uma paz real à Ucrânia e à Europa'. No entanto, suas declarações foram tingidas de cautela, particularmente em relação às potenciais pressões para concessões.

O líder ucraniano expressou esperança de que as negociações de paz mediadas pelos EUA na próxima semana em Genebra fossem 'sérias e substanciais', mas manifestou preocupação de que a Ucrânia esteja sendo solicitada 'com muita frequência' a fazer concessões nas negociações. 'Realmente esperamos que as reuniões trilaterais da próxima semana sejam sérias, substanciais e úteis para todos nós, mas, honestamente, às vezes parece que os lados estão falando sobre coisas completamente diferentes', disse Zelenski em seu discurso na Conferência de Segurança de Munique.

Zelenski também indicou ter sentido 'um pouco' de pressão do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que havia declarado anteriormente que Zelenski não deveria perder a 'oportunidade de fazer a paz' em breve. Zelenski citou Trump dizendo: 'Nos deem um cessar-fogo. O presidente Trump pode fazer isso: pressionar Putin; conseguir um cessar-fogo. Então nosso Parlamento mudará a lei e iremos às eleições'. Ele expressou sua apreensão de que 'os americanos frequentemente retornam ao tema das concessões e, com muita frequência, essas concessões são discutidas apenas no contexto da Ucrânia, não da Rússia'.

Apesar dessas preocupações, Zelenski expressou a esperança de que os EUA permanecessem envolvidos nas negociações e que houvesse uma oportunidade para a Europa, que ele percebe como atualmente marginalizada, desempenhar um papel maior. Zelenski já havia manifestado preocupação de que as eleições de meio de mandato do Congresso dos EUA, em novembro, pudessem fazer com que uma potencial administração Trump focasse em questões políticas domésticas nos próximos meses, reduzindo potencialmente sua atenção ao conflito ucraniano.

Ucrânia e Rússia participaram de duas rodadas recentes de negociações mediadas por Washington em Abu Dhabi, descritas pelos lados como construtivas, mas sem alcançar nenhum avanço significativo. A Rússia disse que sua delegação em Genebra seria liderada pelo conselheiro de Putin, Vladimir Medinski, uma mudança em relação a Abu Dhabi, onde a equipe russa foi liderada pelo chefe da inteligência militar, Igor Kostiukov. Autoridades ucranianas criticaram anteriormente a condução das negociações por Medinski, acusando-o de dar aulas de história, do ponto de vista russo, à equipe ucraniana em vez de se envolver em negociações substantivas.

A Ucrânia permanece firme em sua rejeição a uma retirada unilateral de qualquer porção de seu território e busca garantias de segurança ocidentais sólidas para dissuadir a Rússia de relançar sua ofensiva após qualquer cessar-fogo. A Rússia ocupa cerca de um quinto do território da Ucrânia, incluindo a península da Crimeia, que anexou em 2014, e áreas nas quais os separatistas apoiados por Moscou haviam tomado o controle antes de 2022, tornando qualquer concessão territorial uma linha vermelha para Kiev.

Palavras-chave: # Zelenski # Putin # guerra Ucrânia # Conferência de Segurança de Munique # defesa aérea # negociações de paz # concessões # Donald Trump # infraestrutura energética # conflito Rússia-Ucrânia