França — Agência de Notícias Ekhbary
Um novo relatório da Fundação Jean-Jaurès revela o potencial da inteligência artificial (IA) para automatizar o trabalho parlamentar. De acordo com o estudo, até 55% das tarefas das equipas parlamentares são automatizáveis em mais de 50%. Isto afeta particularmente as atividades que dependem de dados públicos e bem estruturados, como pesquisa, redação de relatórios e gestão de despesas do mandato.
Eficiência impulsionada pela IA e a necessidade humana
Enquanto modelos de IA podem assumir tarefas como monitoramento de notícias, contabilidade e até mesmo a redação de discursos e resumos, outras áreas como organização de viagens, desenvolvimento de redes e coordenação de equipas continuarão a exigir supervisão humana. Uma pesquisa entre assistentes parlamentares indicou que uma parte significativa utiliza IA diariamente ou semanalmente.
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Necessidade de regulamentação e soberania digital
Apesar do potencial de automação, a fundação não espera que a IA substitua empregos. Pelo contrário, pode levar a uma inflação de produções legislativas, como relatórios ou propostas de lei. Dado que o uso da IA ainda não é regulamentado nos parlamentos, surgem preocupações sobre a fiabilidade dos resultados e a soberania digital. Um grupo de trabalho interparlamentar está a analisar as soluções de mercado para abordar esta questão.