Agência de Notícias Ekhbary | 2024-05-15T10:00:00Z
Os Estados Unidos e o Irã, após semanas de negociações diretas e indiretas mediadas pelo Paquistão, chegaram a um acordo preliminar para pôr fim às hostilidades no Oriente Médio. A cerimônia formal para a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) entre Irã e EUA está agendada para sexta-feira em Genebra, embora Washington afirme que o pacto já foi assinado "digitalmente" durante o fim de semana. O texto completo do acordo ainda não foi divulgado ao público, e Teerã e Washington têm emitido declarações conflitantes sobre seu conteúdo.
Pontos Chave e Contradições no Entendimento
Relatos de diversos meios de comunicação sugerem que o MoU abrange 14 pontos, incluindo o fim "permanente" das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano, alívio de sanções, descongelamento de ativos iranianos, reabertura do Estreito de Ormuz e um compromisso dos EUA de não interferir nos assuntos internos do Irã. O Paquistão, através do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, confirmou que ambos os lados "declararam o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano". Contudo, Israel, que não faz parte do acordo, afirmou que suas forças não se retirarão do país, o que, ao que tudo indica, complica a implementação total.
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Questões Nucleares e Econômicas em Aberto
O acordo, aparentemente, estende o frágil cessar-fogo por mais 60 dias para facilitar futuras negociações. Ambas as nações reiteraram que o Irã jamais poderá adquirir armas nucleares, embora Teerã insista que seu programa visa apenas fins civis pacíficos. As questões financeiras e o alívio das sanções permanecem como os pontos mais controversos. Enquanto a mídia iraniana reporta que os EUA concordaram em descongelar cerca de 24 bilhões de dólares em ativos iranianos, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, negou qualquer descongelamento de ativos, afirmando que Teerã só terá acesso a um fundo de reconstrução de 300 bilhões de dólares se honrar suas obrigações.