Mundo - Agência de Notícias Ekhbary
O Japão flexibilizou significativamente suas antigas restrições à exportação de armas, sinalizando uma mudança crucial em sua política de defesa pacifista pós-Segunda Guerra Mundial. A medida, anunciada recentemente, permite que Tóquio venda armamento letal para 17 nações com as quais mantém acordos de defesa, incluindo aliados importantes como os Estados Unidos e o Reino Unido. Esta flexibilização elimina as limitações anteriores que confiavam as exportações a apenas cinco categorias não letais.
A Primeira-Ministra Sanae Takaichi enfatizou que esta decisão é vital para a segurança do Japão em um ambiente global cada vez mais volátil, ao mesmo tempo que reafirma o compromisso duradouro da nação com a paz. No entanto, a política mantém a proibição de vendas para países ativamente envolvidos em conflitos, embora exceções possam ser consideradas em "circunstâncias especiais". O anúncio gerou fortes críticas da China, que expressou "séria preocupação" com o que chamou de "militarização imprudente" do Japão. A Coreia do Sul também instou o Japão a defender o espírito de sua Constituição da Paz. Esta mudança de política ocorre enquanto as Forças de Autodefesa do Japão participam, pela primeira vez como combatentes, em exercícios militares conjuntos com os EUA e as Filipinas, sublinhando uma reavaliação mais ampla de sua postura de segurança regional.
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