Ekhbary
Sunday, 29 March 2026
Breaking

Meta processa anunciantes no Brasil e na China por golpes de 'celeb bait'

Gigante da tecnologia intensifica esforços para combater anú

Meta processa anunciantes no Brasil e na China por golpes de 'celeb bait'
7DAYES
4 weeks ago
59

Brasil e China - Agência de Notícias Ekhbary

Meta intensifica batalha legal contra golpes de 'celeb bait'

Em um movimento significativo para coibir o engano online, a Meta, gigante tecnológica global por trás do Facebook e Instagram, iniciou procedimentos legais contra indivíduos e grupos que orquestram três grandes operações de golpe. Alega-se que essas redes ilícitas empregaram semelhanças de celebridades e tecnologia avançada de deepfake para prender usuários desavisados nas plataformas da Meta, direcionando-os para sites fraudulentos.

De acordo com o comunicado oficial da empresa, as entidades visadas estavam sediadas principalmente na China e no Brasil. No entanto, o alcance de suas campanhas maliciosas se estendeu internacionalmente, impactando usuários nos Estados Unidos, Japão e vários outros países. Os anúncios fraudulentos foram projetados para promover esquemas de investimento duvidosos, produtos de saúde falsos e cursos online enganosos, todos explorando a confiança associada a rostos familiares.

A Meta detalhou que entrou com ações judiciais contra vários indivíduos no Brasil acusados de vender produtos de saúde não aprovados ou falsificados e de promover cursos online que facilitavam essas práticas enganosas. Paralelamente, a empresa visou uma entidade sediada na China, que afirma ter usado anúncios com celebridades como pedra angular de um esquema de fraude mais amplo. Relatos indicam que este esquema atraiu indivíduos para participar do que foram falsamente anunciados como lucrativos grupos de investimento.

Embora a Meta tenha divulgado as ações legais tomadas, absteve-se de fornecer números específicos sobre o volume de anúncios distribuídos por esses grupos, o número de usuários expostos ou que interagiram com o conteúdo enganoso, ou a duração durante a qual esses golpistas operaram na plataforma. Esta medida surge em meio a um desafio persistente para a empresa, comumente conhecido como golpes de "celeb bait", onde os anúncios exploram a reputação e a imagem de figuras públicas para atrair a atenção e enganar os consumidores.

Relatórios de investigação anteriores, incluindo os documentados pela Engadget, destacaram a natureza generalizada desses golpes no Facebook. Esses relatórios frequentemente citavam o uso frequente de imagens de figuras proeminentes como Elon Musk e personalidades da televisão da Fox News para promover curas falsas para doenças como o diabetes. Além disso, a Meta enfrentou críticas de seu próprio Conselho de Supervisão por supostas deficiências em seus esforços para combater tais práticas publicitárias fraudulentas.

Em seus esforços contínuos para combater essa ameaça, a Meta enfatizou seu compromisso em aprimorar suas capacidades de detecção. A empresa reconheceu que "anúncios fraudulentos são projetados para parecerem reais, não são sempre fáceis de detectar". Para fortalecer essas defesas, a Meta anunciou a inscrição de "mais de 500.000" celebridades e figuras públicas em seu sistema de reconhecimento facial. Este sistema é projetado para identificar e sinalizar automaticamente anúncios fraudulentos que exploram rostos de pessoas famosas.

Essas ações legais ocorrem em um momento em que as práticas da Meta em relação a anunciantes problemáticos estão sob intensa investigação. Relatórios recentes da Reuters indicaram que pesquisadores internos da Meta estimaram em um momento que uma parte substancial, potencialmente até 10%, de sua receita publicitária poderia vir de golpes e produtos banidos. Essa dependência financeira de anunciantes duvidosos pode ser uma razão para a hesitação histórica da empresa em tomar medidas rápidas e decisivas contra infratores reincidentes.

Além de visar os perpetradores dos anúncios de "celeb bait", a Meta revelou que atualizou seus sistemas para detectar anúncios fraudulentos que utilizam técnicas de "cloaking". Cloaking é uma prática enganosa que permite aos anunciantes mostrar aos sistemas de revisão da Meta um conteúdo diferente do que é exibido aos usuários, contornando assim a moderação. Isso anteriormente dificultou os processos de revisão interna. Adicionalmente, a Meta processou um anunciante sediado no Vietnã, alegado de ter usado anúncios fraudulentos para comercializar "itens com grandes descontos de marcas conhecidas", incluindo a marca de luxo Longchamp.

Em uma ação de execução separada, mas relacionada, a Meta tomou medidas legais contra oito ex-"Parceiros de Negócios da Meta" (Meta Business Partners). Essas pessoas supostamente promoveram serviços que alegavam "desbloquear" ou oferecer outros "serviços de restauração de conta", muitas vezes por meios enganosos. A Meta declarou que "considerará tomar ações legais adicionais, incluindo litígios, se eles não cumprirem" com as ordens de cessar e desistir emitidas, sinalizando uma postura firme contra parceiros que abusam de sua associação com a plataforma.

Essas ações legais recentes destacam o crescente compromisso da Meta em combater fraudes digitais, particularmente à luz dos desafios persistentes que a publicidade enganosa representa para a integridade da plataforma e a confiança do usuário. Investimentos contínuos em tecnologias de detecção, colaboração com órgãos reguladores e educação do usuário permanecem componentes cruciais da estratégia da Meta para navegar e mitigar essas ameaças em evolução.

Palavras-chave: # Meta # Facebook # Instagram # golpe # publicidade # celeb bait # deepfake # China # Brasil # fraude de investimento # golpes de saúde # ação judicial # publicidade online # fraude digital # Elon Musk