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Sunday, 12 July 2026
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Orbán promete intensificar repressão contra sociedade civil antes das eleições húngaras

O Primeiro-Ministro húngaro visa "organizações civis pseudo"

Orbán promete intensificar repressão contra sociedade civil antes das eleições húngaras
عبد الفتاح يوسف
2026-02-17 04:25
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Hungria - Agência de Notícias Ekhbary

Orbán promete intensificar repressão contra sociedade civil antes das eleições húngaras

O Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou a intenção de intensificar sua ofensiva contra o que ele descreve como "organizações civis pseudo, jornalistas, juízes e políticos comprados". Essas declarações, feitas em um discurso público recente, sinalizam um endurecimento de sua posição antes das eleições legislativas de abril. Essa campanha retórica faz parte de uma estratégia destinada a consolidar seu poder e neutralizar vozes críticas antes de uma eleição que se prevê difícil para seu partido, o Fidesz.

Orbán, no poder desde 2010, enfrenta a mais séria ameaça eleitoral de sua carreira política. Pesquisas de opinião recentes indicam um aumento na popularidade do novo partido de oposição Tisza, liderado por Péter Magyar, que atualmente supera o Fidesz em intenções de voto. Diante desse desafio, Orbán adotou um tom mais combativo, acusando diretamente a União Europeia de interferir nos assuntos internos da Hungria e de apoiar seus adversários políticos. Ele afirmou explicitamente que a UE apoia o partido Tisza, declarando: "A máquina opressora de Bruxelas continua operando na Hungria; vamos varrê-la após abril", visando assim as instituições europeias e o possível apoio que possam oferecer à oposição.

Em seu discurso anual sobre o estado da nação, Orbán descreveu a campanha eleitoral como uma batalha contra uma "rede global de liberais", que inclui empresários, conglomerados de mídia e políticos. Ele expressou confiança na vitória de seu partido, mencionando o potencial apoio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem descreveu como alguém que "se rebelou contra a rede global dos liberais - empresários, mídia e políticos -, melhorando assim nossas chances". Essa retórica está alinhada com a narrativa consistente de Orbán, na qual ele se posiciona como o defensor da soberania húngara contra influências liberais externas.

As declarações do Primeiro-Ministro contra a sociedade civil, a imprensa e o sistema judicial intensificam as preocupações internacionais sobre o estado das instituições democráticas e do Estado de Direito na Hungria. O governo de Orbán tem sido repetidamente criticado por órgãos da UE e defensores dos direitos humanos por aquilo que é percebido como uma erosão da independência judicial, restrições à liberdade de imprensa e uma redução do espaço cívico. As próximas eleições são amplamente vistas como um referendo sobre a trajetória política da Hungria e sua conformidade com as normas democráticas europeias.

As ameaças explícitas de Orbán contra organizações independentes e vozes críticas sugerem uma tendência autoritária crescente, destinada a concentrar o poder e marginalizar qualquer forma de oposição ou escrutínio. Cresce o temor de que uma nova vitória de Orbán possa levar a uma maior erosão do espaço cívico e democrático na Hungria, potencialmente exacerbando o isolamento do país dentro da União Europeia. Essa abordagem pode indicar um desejo por um controle estatal mais direto sobre setores tradicionalmente considerados independentes.

O surgimento de Péter Magyar e seu partido Tisza representa um novo desafio para o domínio de longa data de Orbán. Magyar conseguiu mobilizar apoio popular ao criticar duramente a suposta corrupção na administração Orbán, defender melhores relações com a UE e pedir reformas judiciais. Seu partido atrai eleitores desiludidos com a política polarizadora de Orbán e que aspiram a uma mudança fundamental na governança. O cenário político húngaro está, portanto, tornando-se cada vez mais polarizado, com as eleições marcando um ponto de virada crítico.

Embora o resultado das eleições de abril permaneça incerto, espera-se que a campanha seja extremamente disputada. A retórica desafiadora de Orbán e suas promessas de uma repressão mais severa à oposição interna destacam a pressão significativa que ele sente, bem como sua determinação em reafirmar o controle total antes do veredicto eleitoral. Essas eleições, sem dúvida, determinarão a futura direção política da Hungria por muitos anos.

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