Hungria — Agência de Notícias Ekhbary
O primeiro-ministro cessante da Hungria, Viktor Orbán, afirmou que não assumirá seu assento no parlamento após a derrota esmagadora de seu partido, que pôs fim a seu governo de 16 anos. "Não sou mais necessário no parlamento, mas sim na reorganização do movimento patriótico", disse ele em um comunicado em vídeo divulgado nas redes sociais no sábado à noite. Apesar de seu partido nacionalista Fidesz ter caído de 135 para 52 assentos na votação de 12 de abril no parlamento de 199 assentos, Orbán foi reeleito como deputado em sua lista de representação proporcional.
Mudança política e nova liderança
O partido Tisza, liderado pelo ex-membro do Fidesz Péter Magyar, conquistou mais de dois terços da maioria no parlamento, abrindo caminho para uma redefinição tanto das políticas internas da Hungria quanto de suas relações globais. Após uma reunião de funcionários do Fidesz, Orbán, de 62 anos, disse que o bloco parlamentar do partido seria liderado a partir de segunda-feira por Gergely Gulyás, que até agora atuou como ministro supervisor do gabinete do primeiro-ministro. Orbán declarou: "O mandato que obtive como candidato principal da lista Fidesz-KDNP é, de fato, um mandato parlamentar do Fidesz. Por esta razão, decidi devolvê-lo."
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Futuras políticas e relações internacionais
O novo primeiro-ministro da Hungria prometeu reverter as mudanças da era Orbán na educação e saúde, combater a corrupção, restaurar a independência do poder judiciário e acabar com o amplamente odiado sistema de clientelismo conhecido como NER, que ajudou a enriquecer os leais ao partido e a desperdiçar recursos estatais. Enquanto Orbán se alinhou com o presidente dos EUA, Donald Trump, e o russo Vladimir Putin, "Russos, voltem para casa" foi um canto frequentemente ouvido pelos apoiadores do Tisza durante a campanha. Em vez de ser um obstáculo para a UE e a Ucrânia, Magyar prometeu buscar laços mais cordiais com Bruxelas e Kiev. O novo parlamento da Hungria deve realizar sua primeira sessão em 9 de maio. O destino de Orbán como líder do Fidesz, entretanto, será decidido em uma conferência do partido em junho, disse ele, prometendo continuar a moldar o movimento nacionalista.