Agência de Notícias Ekhbary | 15 de maio de 2024
Riad, Arábia Saudita – Um novo relatório do grupo de direitos humanos FairSquare lança luz sobre as precárias condições de trabalho dos migrantes na cadeia de suprimentos da estatal petrolífera Saudi Aramco. De acordo com o relatório, esses trabalhadores enfrentam graves riscos de segurança e, frequentemente, não recebem compensação adequada em caso de lesão ou morte. O documento detalha 23 casos de supostas violações de direitos trabalhistas, incluindo exposição a calor extremo, jornadas de até 19 horas e condições de moradia deploráveis.
Falta de Compensação em Caso de Lesões
Um ponto central do relatório é o caso de Shrawan Shah Rauniyar, um trabalhador migrante do Nepal. Após um grave acidente de trabalho que esmagou suas pernas com uma viga metálica, Rauniyar não recebeu qualquer compensação, apesar do envolvimento de empresas ligadas à Aramco. Em vez disso, ele alega ter sido coagido a retornar ao Nepal sob ameaça. A Saipem, uma das empresas envolvidas, confirmou o incidente e o fornecimento de assistência médica, mas negou a responsabilidade pela compensação.
Leia também
- Accordo Interinale USA-Iran in Corso? Fonte Diplomatica Rivela i Dettagli
- Iran: Sviluppi Militari Segreti Rivelati in Rapporto d'Intelligence
- Hezbollah exige a embaixadas fim de assassinatos e retirada israelense
- Festival do Retorno encerra no Cairo: Cinema que solidifica a narrativa palestina
- Putin propõe a Xi Jinping a transferência de urânio iraniano para a Rússia
Responsabilidade da Aramco e Influência Global
A FairSquare critica a Aramco por negligenciar os padrões de segurança em sua cadeia de suprimentos, apesar de sua enorme lucratividade e influência global. O relatório sugere que a Aramco não leva a proteção dos trabalhadores migrantes tão a sério quanto o próprio Estado saudita. Dado que a Aramco gera dois terços da receita do governo saudita e desempenha um papel crucial na reformulação da imagem global do reino, como seu patrocínio na Copa do Mundo, essas revelações são particularmente chocantes. O grupo de direitos humanos insta a Aramco a cumprir sua responsabilidade e garantir os direitos dos trabalhadores em toda a sua cadeia de suprimentos.