Estados Unidos — Agência de Notícias Ekhbary
Um suposto balão espião chinês que transitou pelos EUA no início deste ano foi capaz de capturar imagens e coletar inteligência de sinais de locais militares dos EUA, disse uma fonte familiarizada com o assunto. O balão pôde transmitir informações para Pequim em tempo real, disse a fonte, e o governo dos EUA ainda não sabe ao certo se o governo chinês pôde apagar os dados do balão enquanto os recebia. Isso levanta questões sobre se há inteligência que o balão pôde coletar e que os EUA ainda não conhecem.
Capacidades de espionagem e resposta dos EUA
Ainda assim, a comunidade de inteligência não está excessivamente preocupada com as informações que o balão pôde coletar, pois não são muito mais sofisticadas do que o que os satélites chineses podem obter ao orbitar sobre locais semelhantes. Um oficial de inteligência dos EUA disse à CNN na segunda-feira que, embora a análise dos destroços do balão de alta altitude ainda esteja em andamento, até agora, seu voo sobre os Estados Unidos não parece ter fornecido novas percepções críticas à República Popular da China. Os EUA também sabiam qual seria o caminho do balão e foram capazes de proteger locais sensíveis e censurar alguns sinais antes que o balão pudesse captá-los, disseram autoridades. A comunidade de inteligência dos EUA desenvolveu no ano passado um método para rastrear o que diz ser uma frota desses balões chineses operando em todo o mundo, controlados pelo exército chinês.
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Investigação e tensões diplomáticas
O FBI ainda está examinando os destroços do balão, mas até agora as autoridades conseguiram obter informações adicionais sobre como o dispositivo funcionava, incluindo os algoritmos usados para o software do balão e como ele é alimentado e projetado. O incidente, que ocorreu quando o balão cruzou o espaço aéreo dos EUA no final de janeiro e foi abatido na costa leste em 4 de fevereiro, escalou ainda mais as tensões entre Washington e Pequim, incluindo o adiamento de uma visita diplomática do Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, à China. Autoridades indicaram que o balão era capaz de realizar operações de coleta de inteligência de sinais, embora os EUA não o tenham avaliado como um risco de coleta significativo além dos meios técnicos acionáveis existentes.