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Dia Internacional da Mulher: Manifestações Globais Exigem Maior Igualdade de Gênero

De Berlim a Santiago, de Istambul a Dhaka, pessoas foram às

Dia Internacional da Mulher: Manifestações Globais Exigem Maior Igualdade de Gênero
عبد الفتاح يوسف
2026-03-11 20:11
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Alemanha - Agência de Notícias Ekhbary

Dia Internacional da Mulher: Manifestações Globais Exigem Maior Igualdade de Gênero

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, marchas e manifestações eclodiram em cidades de todo o mundo, com participantes elevando suas vozes para exigir maior igualdade de gênero e o fim da discriminação e violência enfrentadas pelas mulheres. Esses eventos ressaltaram a solidariedade global com as questões femininas e destacaram os desafios persistentes enfrentados pelas mulheres em diversas sociedades.

Na capital alemã, Berlim, ocorreram múltiplas manifestações. Entre elas, a manifestação ciclista feminista "Purple Ride", que percorreu as ruas da cidade, com as participantes carregando faixas expressando suas demandas por igualdade. As atividades não se limitaram a Berlim, estendendo-se a outras cidades alemãs onde foram realizadas manifestações semelhantes para demonstrar solidariedade com as causas das mulheres.

Em Hamburgo, foi organizado um "flash mob" feminista com o objetivo de destacar as estruturas patriarcais dentro do Estado e da sociedade, clamando por uma mudança fundamental em direção a uma sociedade mais justa e equitativa. Esses eventos foram mais do que simples reuniões; foram mensagens poderosas que refletem a determinação em alcançar a mudança social.

Os protestos ultrapassaram as fronteiras europeias e chegaram à Turquia, onde Istambul sediou concentrações de mulheres. Fotos capturaram participantes refletidas nas vitrines das lojas, simbolizando sua presença e influência na sociedade. As manifestantes carregavam faixas com o slogan "Jin, Jiyan, Azadi", que em curdo significa "Mulher, Vida, Liberdade". Este slogan ganhou amplo reconhecimento durante os protestos no Irã e se tornou um símbolo de resistência e luta pelos direitos das mulheres e liberdades fundamentais.

Em Bangladesh, um grupo de "Hijras" – indivíduos reconhecidos como terceiro gênero no sul da Ásia – participou de manifestações na capital, Dhaka. Apesar de leis progressistas, essa comunidade continua a enfrentar discriminação e violência, o que torna sua participação nessas marchas uma poderosa expressão de sua busca por reconhecimento e igualdade.

Na América do Sul, a capital chilena, Santiago, foi palco de manifestações em larga escala, com ruas repletas de manifestantes exigindo igualdade de gênero. O Brasil também testemunhou eventos semelhantes. No Rio de Janeiro, mulheres organizaram uma performance simbólica, deitando-se no chão como expressão de força e solidariedade, enquanto outras carregavam girassóis e cartazes em grandes marchas urbanas.

Em Paris, França, surgiu uma história comovente de Gisèle Pelicot e sua filha Caroline Darian, que se tornaram conhecidas por sua resiliência durante um caso legal envolvendo abuso sexual. A mãe e a filha participaram de uma manifestação parisiense, onde foram calorosamente recebidas pela multidão. Pelicot proferiu uma mensagem poderosa: "Não vamos desistir!", enfatizando a luta em andamento. Além disso, ativistas da organização Femen usaram o Dia Internacional da Mulher para organizar um protesto sob o slogan "Equipe Epstein: Peguem todos!". Eles exigiram responsabilização de todos os envolvidos na extensa rede de exploração sexual operada por Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019, deixando para trás uma complexa rede de vítimas.

Na Europa Oriental, protestos ocorreram em Odessa, Ucrânia, com o apoio visível de animais de estimação acompanhando os manifestantes. Em Pristina, Kosovo, um policial ficou diante de um grupo de manifestantes segurando uma faixa que dizia: "Marchamos por uma vida digna", refletindo a busca pela dignidade humana.

A capital marroquina, Rabat, também sediou eventos, com mulheres saindo às ruas para exigir igualdade de gênero e protestar contra a violência contra meninas e mulheres. Essas manifestações globais demonstraram unidade e determinação em alcançar um futuro melhor, livre de discriminação e desigualdade.

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