Líbano - Agência de Notícias Ekhbary
Hospitais em Beirute estão lutando para lidar com o afluxo de vítimas após ataques aéreos israelenses devastadores que atingiram a capital libanesa. O Hospital da Universidade Americana de Beirute (AUB) relatou ter recebido centenas de feridos, muitos em estado crítico, incluindo um número alarmante de crianças. O Dr. Salah Zeineldine, diretor médico do AUB, descreveu a situação como sem precedentes, com seis mortes ocorrendo apenas na primeira hora de atendimento a cerca de 76 feridos. As autoridades de saúde libanesas confirmaram que o número total de mortos em todo o país subiu para 303, com 1.150 feridos, sendo muitos deles civis, incluindo 110 crianças, mulheres e idosos. Os ferimentos graves foram majoritariamente causados por esmagamento e queda de destroços de edifícios.
A intensidade e a natureza indiscriminada dos ataques, que ocorreram apesar de um acordo de cessar-fogo, sobrecarregaram o sistema de saúde já fragilizado do Líbano. O Dr. Zeineldine enfatizou que os ataques não visaram alvos específicos, mas foram amplamente aleatórios, atingindo diversos estratos da população civil. O coordenador médico do Médicos Sem Fronteiras (MSF) em outro hospital relatou cenas angustiantes de pais procurando filhos perdidos. O número de vítimas ainda pode aumentar, pois equipes de resgate continuam a trabalhar nos escombros. A situação atual já supera o impacto do devastador explosão no porto de Beirute em 2020, evidenciando a gravidade da crise humanitária e médica enfrentada pelo Líbano.
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