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Friday, 06 February 2026
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'Relógio do Juízo Final' Toca Alarme: Tratado New START EUA-Rússia Perto do Fim

O último grande acordo de controle de armas nucleares entre

'Relógio do Juízo Final' Toca Alarme: Tratado New START EUA-Rússia Perto do Fim
Matrix Bot
16 hours ago
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

'Relógio do Juízo Final' Toca Alarme: Tratado New START EUA-Rússia Perto do Fim

O mundo está em um ponto crucial, pois o tratado New START, o último acordo remanescente de controle de armas entre os Estados Unidos e a Rússia, se aproxima de sua expiração. Este pacto crucial, projetado para limitar os arsenais nucleares das duas superpotências, está prestes a ser concluído, potencialmente inaugurando uma era de proliferação nuclear descontrolada e crescente insegurança global.

O tratado New START, formalmente conhecido como Tratado de Redução de Armas Estratégicas, representa o culminar de décadas de esforços diplomáticos destinados a gerenciar a ameaça existencial representada pelas armas nucleares. Assinado em 2010 pelos presidentes Barack Obama e Dmitry Medvedev, ele limita o número de ogivas nucleares estratégicas implantadas a 1.550 para cada nação e restringe os lançadores estratégicos implantados e armazenados – incluindo mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), mísseis balísticos lançados por submarinos (SLBMs) e bombardeiros pesados – a 800. Crucialmente, o tratado inclui mecanismos de verificação robustos, como inspeções no local e intercâmbio de dados, que promovem a transparência e reduzem o risco de erros de cálculo.

O legado do controle de armas entre Washington e Moscou remonta à era da Guerra Fria, com acordos fundamentais como as Conversações sobre Limitação de Armas Estratégicas (SALT-I) em 1972 e o START I, que entrou em vigor em 1994 e expirou em 2009. Embora o START II, acordado em 1993, nunca tenha entrado em vigor devido à deterioração das relações, o compromisso subjacente com o desarmamento nuclear persistiu, levando à negociação do New START.

No entanto, o atual clima geopolítico apresenta desafios sem precedentes. O tratado, originalmente programado para expirar em fevereiro de 2021, foi estendido por cinco anos pelos presidentes Joe Biden e Vladimir Putin, adiando o prazo para fevereiro de 2026. No entanto, em 2023, a Rússia anunciou a suspensão de sua participação nas disposições de inspeção do tratado, citando o apoio dos EUA à Ucrânia. Embora a Rússia tenha declarado que continuaria a cumprir os limites numéricos, essa suspensão, juntamente com a deterioração mais ampla das relações EUA-Rússia após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 2022, lança uma sombra sombria sobre o futuro do tratado.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou que a expiração do tratado seria "muito ruim para a segurança global", expressando preocupações sobre uma corrida armamentista nuclear descontrolada. A ausência do New START desmantelaria um quadro vital para a estabilidade estratégica, previsibilidade e transparência. Isso poderia fomentar um ambiente propício para uma nova corrida armamentista, onde as duas maiores potências nucleares do mundo operariam sem limites acordados em seus arsenais estratégicos, aumentando o potencial de erros de cálculo perigosos.

Os esforços para evitar esse resultado têm sido repletos de dificuldades. Em setembro de 2025, o presidente Putin propôs que a Rússia cumpriria unilateralmente os termos do tratado por mais um ano para facilitar a renegociação. O então presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu a oferta como "uma boa ideia", mas permaneceu sem compromisso. Mais tarde, em janeiro de 2026, a posição de Trump pareceu mudar, sugerindo que, se o tratado expirar, "ele expirará" e expressando confiança de que "faremos um acordo melhor".

Um elemento chave da perspectiva de Trump parece ser a inclusão da China, agora a potência nuclear de crescimento mais rápido do mundo, em qualquer estrutura futura de controle de armas. Ele havia sinalizado anteriormente essa intenção ao retirar os EUA de outros acordos de controle de armas e defender a participação da China. Pequim, no entanto, atualmente possui um estimado de 600 ogivas nucleares e não demonstra inclinação para limitar seu arsenal, argumentando que seu estoque é significativamente menor do que o dos EUA e da Rússia. Um relatório do Congresso de 2023 destacou o desafio emergente para os EUA de dissuadir não uma, mas duas potências nucleares rivais.

A ascensão da China como uma grande potência nuclear altera fundamentalmente o cenário estratégico que o New START foi projetado para abordar. O tratado foi concebido em um mundo bipolar, e o crescente poder militar e econômico da China exige uma reavaliação das dinâmicas nucleares globais.

Além disso, a Rússia teria desenvolvido e implantado sistemas avançados com capacidade nuclear, como o míssil balístico hipersônico Oreshnik e o drone nuclear Poseidon, que estão fora do escopo do New START. Simultaneamente, propostas como o sistema de defesa antimísseis baseado no espaço "Golden Dome" de Trump foram interpretadas por alguns como potencialmente minando o princípio fundamental da dissuasão nuclear: a destruição mútua assegurada.

As implicações da potencial expiração do New START se estendem além dos EUA e da Rússia. Líderes europeus estão particularmente ansiosos, especialmente dadas as indicações de Trump sugerindo que o guarda-chuva nuclear dos EUA sobre a Europa pode se tornar menos confiável. Isso estimulou discussões dentro da Europa sobre o fortalecimento de suas próprias capacidades de defesa nuclear, potencialmente através de esforços conjuntos envolvendo França e o Reino Unido, estendendo sua proteção nuclear a outros aliados como a Alemanha. No entanto, obstáculos significativos permanecem, incluindo a complexa questão do comando e controle nuclear e a insistência da Rússia em incluir as forças nucleares britânicas e francesas em quaisquer futuras negociações de tratado.

O ex-presidente Barack Obama instou o Congresso dos EUA a agir para preservar o tratado, alertando que sua expiração "desperdiçaria décadas de diplomacia e poderia desencadear uma nova corrida armamentista que tornaria o mundo menos seguro". Dmitry Medvedev, agora vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, ecoou esses sentimentos, afirmando que o fim do tratado "deve alarmar a todos" e que a ausência de arranjos alternativos aceleraria o "Relógio do Juízo Final".

À medida que o prazo de fevereiro de 2026 se aproxima, o mundo observa com grande expectativa. O potencial colapso do tratado New START significa mais do que apenas o fim de um acordo; marca um retorno potencial a uma era de incerteza estratégica e risco nuclear aumentado, onde o espectro de uma corrida armamentista global paira mais forte do que nunca.

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