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Agências dos EUA em desacordo sobre financiamento crucial de VPN enquanto o apagão da Internet ameaça o Irã

Obstáculos burocráticos e lutas políticas internas ameaçam c

Agências dos EUA em desacordo sobre financiamento crucial de VPN enquanto o apagão da Internet ameaça o Irã
عبد الفتاح يوسف
2026-02-18 03:26
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WASHINGTON - Agência de Notícias Ekhbary

Agências dos EUA em desacordo sobre financiamento crucial de VPN enquanto o apagão da Internet ameaça o Irã

WASHINGTON – Um impasse burocrático cada vez mais profundo dentro do governo dos Estados Unidos ameaça cortar as linhas vitais de internet para milhões de civis iranianos, que dependem de redes privadas virtuais (VPNs) para contornar a censura online cada vez mais rigorosa de seu regime. Em meio a semanas de distúrbios domésticos generalizados e um aumento na demanda por essas ferramentas de contorno, várias agências dos EUA estão lutando para chegar a um acordo sobre um mecanismo rápido e eficaz para desembolsar os fundos urgentemente necessários, potencialmente deixando uma parte significativa da população iraniana isolada do mundo exterior.

O cerne da disputa gira em torno de uma alocação solicitada de US$ 10 milhões para o Open Technology Fund (OTF), uma organização sem fins lucrativos que financia programas globais projetados para contornar a censura online. Esse financiamento é crucial, pois as sanções dos EUA impedem que os cidadãos iranianos paguem diretamente por esses serviços, tornando o apoio filantrópico essencial. O Departamento de Estado, juntamente com um grupo bipartidário de senadores dos EUA, tem defendido fortemente o fortalecimento desses programas de tecnologia anticensura, reconhecendo sua importância em permitir que aproximadamente um quarto da população do Irã acesse uma internet sem restrições.

No entanto, o canal de financiamento tradicional, que vê o dinheiro fluir do Departamento de Estado para a Agência dos EUA para Mídia Global (USAGM) e depois para o OTF, tornou-se um ponto de discórdia. A Sra. Laura Cunningham, presidente do Open Technology Fund, emitiu um apelo urgente, afirmando: "Precisávamos desses fundos ontem. Se não tivermos esses recursos imediatamente, seremos forçados a tomar decisões difíceis sobre o corte de milhões de usuários de VPN no Irã já na próxima semana." Este aviso severo sublinha a crise humanitária e de acesso à informação imediata que os iranianos comuns enfrentam, que correm um sério risco de perseguição se forem apanhados a aceder a informações não censuradas sem VPNs seguras.

O desacordo intensificou-se com os comentários da Sra. Kari Lake, vice-CEO da USAGM e aliada conhecida do ex-presidente Donald Trump. Em uma carta de 5 de fevereiro ao senador republicano Lindsey Graham, Lake sugeriu que o caminho de financiamento convencional seria muito lento, potencialmente levando meses. Ela propôs, de forma controversa, que o OTF deveria, em vez disso, tirar o suporte adicional de VPN de seu orçamento existente. Essa sugestão, no entanto, foi rapidamente rejeitada como "não viável" pelos senadores Graham e James Lankford em sua resposta de 10 de fevereiro. Eles esclareceram que o adiantamento de US$ 10 milhões da dotação anual do OTF não constituiria "financiamento de emergência" e, de fato, desviaria recursos de outros programas vitais de suporte a VPN que operam atualmente em países como China, Cuba e Rússia.

O Departamento de Estado reiterou seu compromisso inabalável de garantir que os iranianos possam acessar informações e “ter uma voz apesar das tentativas do regime de silenciá-los”, afirmando seus esforços para expandir essas capacidades e colaborar com parceiros internacionais no compartilhamento de custos. No entanto, o atrito interno do governo dos EUA persiste. O Sr. Zack Cooper, presidente do conselho do OTF, desafiou diretamente a lógica da Sra. Lake, afirmando: “O Departamento de Estado encontrou imediatamente US$ 10 milhões para o OTF apoiar os usuários de VPN no Irã. Se a USAGM quisesse que o OTF tivesse esses recursos adicionais para apoiar os usuários de VPN no Irã, nós os teríamos.” Esta declaração implica que o gargalo reside especificamente no processamento ou aprovação da USAGM.

O contexto político mais amplo complica ainda mais a situação. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que consistentemente expressou apoio aos manifestantes iranianos que desafiam a liderança clerical de Teerã, teria declarado em 13 de fevereiro que uma mudança de regime seria "a melhor coisa que poderia acontecer" ao Irã. Esse sentimento se alinha com o objetivo geral de apoiar a liberdade na internet como um meio de empoderar a população iraniana contra um regime opressor. Os senadores democratas Jacky Rosen e Cory Booker também se juntaram a seus colegas republicanos, Graham e Lankford, no final de janeiro, escrevendo uma carta ao secretário de Estado Antony Blinken que enfatizava a importância crítica do financiamento contínuo de software de liberdade na internet. Sua carta de 28 de janeiro, vista pela Bloomberg, advertia: "Sem a operação contínua da programação de liberdade na internet realizada pelo Departamento de Estado e pelo Open Technology Fund, milhões de iranianos perderão sua última janela e voz seguras para o mundo exterior."

As soluções tecnológicas fornecidas pelo OTF não são apenas sobre acesso a redes sociais; são sobre segurança pessoal. Sem VPNs para permitir o uso seguro e não censurado da internet, os iranianos enfrentam riscos significativos de perseguição por parte de um governo que implementou um aparelho de censura extremamente agressivo. Essas ferramentas também são cruciais para mascarar endereços IP, aumentando assim a segurança do uso de terminais de internet via satélite como os fornecidos pelo Starlink de Elon Musk, especialmente quando o regime desliga completamente o acesso convencional à internet.

À medida que o tempo avança e a ameaça de isolamento da internet se torna maior para os iranianos, a resolução urgente dessa disputa interna de financiamento dos EUA torna-se primordial. A falha em desembolsar rapidamente esses fundos pode ter consequências desastrosas, não apenas para os milhões de indivíduos que buscam informações e comunicações básicas, mas também para o esforço internacional mais amplo de apoio aos direitos humanos e à liberdade digital no Irã.

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