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Wednesday, 04 February 2026
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Departamento de Justiça apela decisão de monopólio de busca do Google, escalando impasse regulatório

O Departamento de Justiça dos EUA apela da decisão do tribun

Departamento de Justiça apela decisão de monopólio de busca do Google, escalando impasse regulatório
Matrix Bot
4 hours ago
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

Departamento de Justiça apela decisão de monopólio de busca do Google, escalando impasse regulatório

Em uma escalada significativa da batalha regulatória em andamento contra o Google, o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) apresentou um recurso cruzado em relação às medidas corretivas impostas em seu histórico caso antitruste que visa o domínio da gigante da tecnologia nos mercados de busca e publicidade na internet. Este desenvolvimento, anunciado pela Divisão Antitruste do DOJ no X (anteriormente Twitter) na terça-feira, ocorre apenas algumas semanas depois que o Google apresentou seu próprio recurso, sublinhando que ambas as partes não estão totalmente satisfeitas com o julgamento inicial proferido pelo Juiz do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia, Amit Mehta.

O anúncio do DOJ no X afirmou explicitamente: “Hoje, a Divisão Antitruste do DOJ apresentou um aviso de que recorrerá das decisões sobre as medidas corretivas em seu caso contra a monopolização ilegal de busca na internet e publicidade de busca pelo Google.” Este recurso cruzado abre um novo capítulo no crucial litígio antitruste que começou em 2020, quando o DOJ, juntamente com vários estados, processou o Google, acusando-o de se envolver em práticas anticompetitivas para manter seu monopólio na busca online e publicidade de busca, prejudicando rivais e consumidores.

O cerne deste recurso recíproco reside nas medidas corretivas que o Juiz Mehta ordenou em setembro passado, após meses de julgamento. Essas medidas corretivas buscavam abordar as práticas monopolistas das quais o Google foi considerado culpado. As principais medidas determinadas pelo tribunal incluíam a exigência de que o Google compartilhasse dados de busca com seus rivais, uma decisão destinada a nivelar o campo de jogo no mercado de busca competitivo, e a proibição de o Google fazer acordos de distribuição exclusivos para seus produtos de busca ou IA que pudessem dificultar a distribuição de produtos concorrentes. Essas disposições visavam fomentar a concorrência e impedir que o Google alavancasse seu poder de mercado para sufocar a inovação ou restringir a escolha do consumidor.

No entanto, as medidas corretivas não foram tão longe a ponto de satisfazer todas as demandas do governo. Por exemplo, o Google não foi, em última análise, obrigado a vender seu navegador Chrome, uma demanda fundamental dos queixosos que viam o navegador como uma ferramenta crítica para manter o domínio do Google na busca. Além disso, o Google não foi proibido de pagar parceiros de distribuição por pré-carregamento ou posicionamento premium de seus produtos de busca ou IA, uma prática frequentemente vista como uma barreira significativa para novos concorrentes que entram no mercado. A decisão do Juiz Mehta indicou uma abordagem equilibrada, buscando impor restrições às práticas do Google, evitando a ruptura radical que algumas partes poderiam ter buscado.

Apenas algumas semanas antes do recurso cruzado do DOJ, o próprio Google havia apresentado um aviso de recurso e solicitado uma suspensão das medidas corretivas ordenadas pelo tribunal. O recurso do Google sugere que ele vê as medidas corretivas como muito amplas ou onerosas, e pode buscar afrouxar as restrições impostas às suas operações comerciais principais. Grandes empresas de tecnologia frequentemente argumentam que tais intervenções regulatórias podem sufocar a inovação e dificultar sua capacidade de fornecer os melhores serviços aos consumidores.

O recurso cruzado do DOJ, portanto, é uma resposta direta ao que ele percebe como uma decisão insuficiente do Juiz Mehta para abordar totalmente o escopo do monopólio do Google. O governo provavelmente buscará medidas corretivas mais rigorosas, talvez incluindo as inicialmente rejeitadas, com o objetivo de desmantelar mais eficazmente o domínio do Google. Essa insatisfação mútua sinaliza que o caso está longe de ser resolvido, e a batalha legal deve continuar por anos, com implicações de longo alcance para a indústria de tecnologia em geral.

O resultado final deste caso poderia impactar significativamente a forma como as grandes empresas de tecnologia operam nos Estados Unidos, estabelecendo precedentes para futuros esforços antitruste. Ele destaca os esforços contínuos dos reguladores para conter o poder dos gigantes da tecnologia e definir os limites de sua conduta no mercado. À medida que o caso avança para um tribunal de apelação superior, os observadores estarão atentos para determinar se as medidas corretas se tornarão mais rigorosas, potencialmente alterando significativamente o cenário competitivo de busca e publicidade online.

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