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Tuesday, 07 April 2026
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EUA acusam UE de censura: Como funciona a 'máquina de consenso' do bloco no discurso online

Relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes

EUA acusam UE de censura: Como funciona a 'máquina de consenso' do bloco no discurso online
Matrix Bot
2 months ago
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

EUA acusam UE de censura: Como funciona a 'máquina de consenso' do bloco no discurso online

Um relatório divulgado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA, liderado por republicanos, revelou o que afirma ser uma campanha de uma década da Comissão Europeia destinada a sufocar o discurso político online. O comitê alega que ameaças sutis, mas poderosas, foram usadas para reprimir conteúdo que varia de memes e sátiras a tudo o que Bruxelas considera "desinformação".

Publicado na terça-feira, o relatório sustenta que a UE tem "infringido diretamente" os direitos de liberdade de expressão de americanos e europeus. Essa infração, segundo o comitê, ocorre por meio de pressão sobre as principais plataformas de mídia social, forçando-as a censurar conteúdo que, embora legal, é classificado pelo bloco como "odioso" ou de outra forma problemático. A investigação, baseada em uma vasta quantidade de documentos políticos, e-mails internos e atas de reuniões a portas fechadas em Bruxelas, detalha meticulosamente como os supostos engajamentos "voluntários" com executivos de empresas de tecnologia evoluíram para o que o relatório descreve como "chantagens ao estilo de gangues". Essas reuniões supostamente envolveram a ameaça implícita de ações legais e multas substanciais, na casa dos milhões de euros, pairando sobre os chefes das plataformas.

O comitê está programado para realizar uma audiência sobre os supostos esforços de censura da UE na quarta-feira. Em antecipação a esta sessão crucial, este relatório oferece um exame mais aprofundado das conclusões apresentadas pelo comitê.

O relatório do comitê rastreia as origens da suposta campanha de censura da UE até 2015. Foi nesse ano que a Comissão Europeia estabeleceu o Fórum da Internet da UE, inicialmente apresentado como uma iniciativa para "abordar o uso indevido da Internet para fins terroristas". No entanto, o mandato do fórum supostamente se expandiu significativamente ao longo do tempo, invadindo a regulamentação de um amplo espectro de discurso político, que a UE começou a classificar como "conteúdo limite". Essa classificação incluía material que não era ilegal, mas que ainda assim era alvo de censura por parte de Bruxelas.

Entre 2016 e 2018, o fórum desenvolveu dois "códigos de conduta", que supostamente não eram vinculativos. Um focou em "discurso de ódio" e o outro em "desinformação". A partir de 2018, de acordo com o relatório, executivos de todas as principais plataformas de mídia social foram obrigados a participar de mais de 100 reuniões com funcionários de Bruxelas e grupos de defesa contra a censura. O propósito dessas reuniões era demonstrar conformidade e provar que as plataformas estavam ativamente engajadas em "rebaixar e remover" conteúdo considerado inaceitável pela UE.

Evidências citadas no relatório, incluindo e-mails privados de funcionários do Google, sugerem uma falta de escolha real para os representantes das plataformas. Um e-mail supostamente indicava que os funcionários "realmente não têm escolha" em relação à participação nessas reuniões supostamente "voluntárias", destacando a natureza coercitiva da abordagem da UE.

Contexto adicional vem das declarações do Vice-Presidente dos EUA, J.D. Vance, na Conferência de Segurança de Munique do ano passado. Vance advertiu diretamente a UE de que suas maiores ameaças eram internas, decorrentes de um afastamento dos valores tradicionais, com a liberdade de expressão no topo de sua lista de preocupações. Ele acusou os líderes europeus de empregar terminologia da "era soviética", como "desinformação e má informação", como pretexto para silenciar a oposição política. Vance citou especificamente a anulação de eleições na Romênia e o processo de indivíduos por comentários na Alemanha, Suécia e Reino Unido como exemplos dessa tendência. Ele também fez um aviso severo de que o futuro apoio dos EUA à Europa dependeria do compromisso dos governos europeus em defender os princípios da liberdade de expressão.

O relatório sugere que o aviso de Vance pode não ter ressoado em Bruxelas, pois a UE desde então baniu o veículo de comunicação estatal russo RT em todas as suas jurisdições. O manual do Fórum da Internet da UE sobre "conteúdo limite" detalha uma lista exaustiva de conteúdo sujeito a monitoramento, rebaixamento e exclusão. Esta lista supostamente inclui "retórica populista", conteúdo "anti-governo/anti-UE", conteúdo "anti-elite", "sátira política", conteúdo "anti-migrantes e islamofóbico", "sentimento anti-refugiados/imigrantes", conteúdo "anti-LGBTIQ" e até mesmo "subcultura de memes". O relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA enfatiza que "essas questões representam os tópques dominantes da vida política europeia – de fato, global – hoje em dia", sublinhando as amplas implicações das políticas de moderação de conteúdo da UE.

O relatório também lança luz sobre a abordagem da UE durante a pandemia de COVID-19. De acordo com documentos citados da Comissão Europeia, os funcionários da UE pressionaram as empresas de tecnologia a partir de 2020 para "rebaixar e remover" conteúdo crítico em relação às vacinas e às medidas de confinamento. Em reuniões quinzenais, as plataformas (principalmente americanas) foram supostamente solicitadas a "atualizar seus termos de serviço ou práticas de moderação de conteúdo" relacionadas a vacinas, muito antes de as vacinas chegarem ao mercado. O relatório cita a vice-presidente da Comissão, Vera Jourova, que em uma ligação em novembro disse aos executivos do TikTok: "As vacinas serão nosso novo foco em desinformação sobre a Covid". Quando questionada sobre a definição de "desinformação", a Comissão supostamente direcionou as plataformas para o Índice Global de Desinformação (GDI), descrito como uma organização ativista de esquerda financiada por George Soros, conhecida por organizar boicotes de anunciantes contra veículos de comunicação de direita.

Essas alegações vão além de meros desacordos políticos, tocando o cerne do debate global sobre o papel da tecnologia na formação da opinião pública e na salvaguarda da liberdade de expressão na era digital. Enquanto Bruxelas defende suas ações como medidas necessárias contra a desinformação e para proteger a sociedade, seus críticos, incluindo funcionários dos EUA, as veem como um precedente perigoso para silenciar a dissidência e restringir as liberdades fundamentais.

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