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EUA: Administração Trump retoma impulso por novas tarifas

A Casa Branca lança investigações sobre excesso de capacidad

EUA: Administração Trump retoma impulso por novas tarifas
عبد الفتاح يوسف
2026-03-12 18:17
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

EUA: Administração Trump retoma impulso por novas tarifas

Os Estados Unidos estão sinalizando um renovado foco na aplicação do comércio, com a administração atual lançando novas investigações que podem levar à imposição de tarifas significativas. Esta medida surge apesar de uma recente decisão da Suprema Corte que limitou a autoridade do ex-presidente Donald Trump de promulgar tais impostos, indicando um interesse persistente da administração em alavancar a política comercial para abordar queixas econômicas.

A decisão da Suprema Corte de 20 de fevereiro invalidou uma parte substancial das tarifas impostas durante a administração Trump, que se baseou na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) de 1977. O tribunal decidiu que a IEEPA não concedia ao presidente o poder de impor esses sobretaxas, considerando isso uma prerrogativa do Congresso. Essas tarifas canceladas geraram aproximadamente US$ 166 bilhões em receita federal, levantando questões sobre possíveis reembolsos e a legalidade das ações comerciais da administração anterior.

Em resposta a este desafio legal e para perseguir seus objetivos comerciais, a Casa Branca anunciou na quarta-feira o início de uma série de investigações. Essas investigações são projetadas para documentar meticulosamente os danos econômicos que supostamente os Estados Unidos sofreram. De acordo com Jamieson Greer, oficial do Representante Comercial dos EUA (USTR), as investigações iniciais se concentrarão em economias que exibem sinais de "excesso de capacidade estrutural". Isso se refere a situações em que os países produzem bens em quantidades significativamente maiores do que a demanda global, muitas vezes levando a preços deprimidos e concorrência desleal para as indústrias domésticas.

O escopo dessas investigações é amplo, visando aproximadamente quinze países ou blocos econômicos, incluindo players importantes como China, União Europeia, Japão, Índia e México. Um aspecto significativo desta iniciativa é que as investigações prosseguirão independentemente dos acordos comerciais existentes. Muitas dessas nações alvo têm pactos comerciais com os EUA que normalmente limitam os níveis tarifários sobre suas exportações. No entanto, a administração parece determinada a buscar novas tarifas se a evidência justificar, independentemente desses acordos, sinalizando uma possível mudança na forma como os pactos comerciais são interpretados ou aplicados.

Além disso, a administração está ampliando seu foco para incluir países suspeitos de utilizar trabalho forçado na fabricação de bens destinados ao mercado dos EUA. Espera-se que essas investigações comecem em breve e possam resultar na proibição de importação de produtos que se determine terem sido produzidos por meio de trabalho forçado. Embora a administração Biden tenha tomado medidas anteriores contra bens chineses ligados ao trabalho forçado de uigures, Greer enfatizou que as investigações atuais não são geograficamente específicas. Ele indicou que a investigação sobre práticas de trabalho forçado pode abranger até sessenta países em todo o mundo, destacando uma abordagem global para esta questão.

A Casa Branca visa acelerar essas investigações para permitir a rápida implementação de contramedidas, incluindo tarifas. Essas medidas destinam-se a servir como um acompanhamento das tarifas temporárias que foram reintroduzidas em meados de fevereiro. Notavelmente, Donald Trump havia anunciado anteriormente planos para uma tarifa universal de 10% para substituir aquelas que foram anuladas pela Suprema Corte. Este novo impulso sugere uma continuação da agenda comercial "America First", priorizando as indústrias nacionais e desafiando as supostas práticas comerciais desleais de outras nações.

As implicações estratégicas dessas investigações são consideráveis. Elas refletem uma tendência mais ampla de crescente protecionismo comercial globalmente e destacam a disposição da administração dos EUA em empregar políticas comerciais agressivas. O sucesso dessas novas medidas dependerá não apenas das evidências coletadas, mas também da capacidade de gerenciar possíveis ações de retaliação de outros países e de superar novos desafios legais. A interação entre os objetivos da política interna, o direito comercial internacional e as considerações geopolíticas moldará o resultado deste último capítulo na política comercial dos EUA.

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