"A guerra é o desenvolvimento ao contrário", declarou o chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) à France 24, sublinhando o impacto global devastador dos conflitos em curso. Este alerta severo surge no momento em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) rebaixou recentemente a sua perspetiva económica global, citando a persistente incerteza em torno da guerra no Irã. As projeções revistas do FMI consideram três cenários distintos, cada um dependendo da duração do conflito e das suas ramificações geopolíticas mais amplas, evidenciando a fragilidade da economia mundial.
O PNUD detalhou ainda a crise humanitária, advertindo que mesmo uma cessação imediata das hostilidades não evitaria consequências graves. A organização projeta que o conflito poderá empurrar mais de 32 milhões de pessoas adicionais em todo o mundo para a pobreza extrema. Esta previsão alarmante é atribuída a um "choque triplo" que compreende perturbações significativas na energia, aumento dos preços globais dos alimentos e um enfraquecimento geral do crescimento económico em várias nações. A interligação dos mercados globais significa que os conflitos regionais têm efeitos de longo alcance, impactando desproporcionalmente as populações vulneráveis e revertendo anos de progresso no desenvolvimento. Organismos internacionais apelam a esforços concertados para mitigar estas crises.
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