Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary
Um novo estudo publicado na revista Science apresenta uma fascinante reinterpretação da fonte de energia do supervulcão de Yellowstone. Em vez de atribuir sua atividade a uma convencional 'pluma do manto' (mantle plume), uma coluna de rocha quente originária das profundezas da Terra, a pesquisa postula que as tensões geológicas geradas pela subducção da placa tectônica Farallon sob o continente norte-americano são a causa principal. O desaparecimento desta placa oceânica teria deixado para trás uma complexa rede de fraturas e fragilidades na crosta terrestre.
O modelo geofísico desenvolvido pelos pesquisadores descreve um sistema de 'encanamento' magmático translitosférico (TLMPS). Este sistema facilita o ascenso de material derretido da astenosfera através da crosta. Diversos estudos de imagem sísmica sugerem que este sistema é intrincado, com pelo menos dois braços distintos que se originam na mesma região geral no limite entre a crosta e o manto. Um braço se direciona para nordeste, alimentando a caldeira de Yellowstone, enquanto o segundo se ramifica em direção à Planície de Snake River. A forma como esses braços se dividem poderia explicar a zona livre de vulcões localizada entre essas duas características geológicas.
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Esta nova hipótese oferece uma explicação mais coerente para certas anomalias observadas, como as diferenças químicas entre as erupções explosivas e formadoras de caldeiras de Yellowstone e os massivos fluxos de lava que criaram a Planície de Snake River. A subducção da placa Farallon, um processo que desempenhou um papel crucial na formação da costa oeste da América do Norte ao acumular cadeias de ilhas e massas terrestres, continua a manifestar seu legado geológico na atividade vulcânica do continente, mesmo em locais tão distintos como Yellowstone.